O projeto Amazônia, Bioeconomia e Desenvolvimento Humano visa fortalecer as comunidades indígenas do Assentamento Agrícola Teotônio Ferreira (AATF) em São Gabriel da Cachoeira, Rio Negro, noroeste do Amazonas. O objetivo é desenvolver a Cadeia Produtiva da Economia Indígena Sustentável, com o foco na produção de alimentos derivados da ‘mandioca’, das ‘frutas nativas’ e da ‘pimenta’. O AATF constitui-se de 1.500 famílias indígenas produtoras agrícolas (8.600 pessoas), moradoras de uma Gleba de 48.092 hectares de terras produtivas que não produzem por falta de onde escoar a produção. Então, as famílias praticam uma agricultura de subsistência querendo imprimir o crescimento da produção com a finalidade de gerar trabalho e renda. O projeto prevê a construção de duas (2) Unidades Fabris para o processamento dos produtos e a criação de uma representação comercial no Rio de Janeiro para a sua exportação. A escolha do Rio de Janeiro se justifica pelo grande mercado consumidor da cidade e pela crescente demanda por produtos de Consumo Responsável. O projeto será patrocinado pelo Fundo Amazônia-BNDES. E cogitamos a parceria do IDESAM em um conjunto de Oficinas e Apoios para a adicionalidade dos recursos que serão investidos. Para alcançar esse objetivo, o projeto oferece às comunidades indígenas uma série de Oficinas de capacitação para trabalhar suas habilidades.

Problema que quer resolver

Pensar a agricultura familiar de ‘subsistência’ significa reafirmá-la como uma prática relevante. Estudos da ONU, em 2015, garantiam a existência de cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo vivendo e trabalhando na agricultura familiar (1/4 da população mundial na época). Quer dizer, é praticamente impossível ignorar a relevância da agricultura familiar de ‘subsistência’. Está provado que ela também pode gerar bons lucros, trabalho e renda para as comunidades. Essa oportunidade gera uma expectativa de mudanças conceituais e práticas, em relação ao nível da produtividade, da adoção de tecnologias e conhecimentos, da qualidade e inovação dos produtos e do número de pessoas envolvidas na prática das culturas cultivadas. O maior problema a ser enfrentado é o escoamento da produção. A “baixa produtividade” aliada às distâncias do MERCADO CONSUMIDOR é o principal obstáculo para o desenvolvimento da atividade. A solução da situação-problema está em processar as matérias-primas dos produtores agrícolas indígenas de SGC, em produtos voltados para a criação de um MERCADO ESPECIAL, na cidade do Rio de Janeiro, tendo o ‘consumo responsável’ dos produtos da Economia da Floresta como destaque.

Solução apresentada

A solução da situação-problema está em processar as matérias-primas dos produtores agrícolas indígenas de SGC, em produtos voltados para a criação de um MERCADO ESPECIAL, na cidade do Rio de Janeiro, tendo o ‘consumo responsável’ dos produtos da Economia da Floresta como destaque. A relação do carioca com o ‘consumo consciente’ está intrinsicamente ligada ao respeito pela natureza e à valorização dos recursos naturais em todo o Brasil. Nos últimos anos, o ‘consumo responsável’ no Rio tem crescido de forma significativa. Esse crescimento é impulsionado por mudanças nas preferências do consumidor, preocupações com a sustentabilidade, com a preservação da natureza e uma maior conscientização sobre questões éticas ligadas ao consumo de alimentos têm desempenhado um papel fundamental no crescimento de um mercado de ‘consumo consciente. Por outro lado, o Brasil é o 3º- país que mais consome Redes Sociais no mundo. O que pode ser considerada uma vantagem para o lançamento do projeto ao levar em conta os custos razoáveis de se investir nas Redes Sociais e o investimento “em divulgação na internet” que será aplicado pelo do Fundo Amazônia-BNDES. A Amazônia e os produtos que serão fabricados irão encontrar na riqueza cultural carioca uma fonte infinita de inspiração e identidade, criando o estímulo da responsabilidade e conscientização do público-consumidor pela autenticidade do nosso projeto que tem enraizados nele a cultura indígena e a preservação da Amazônia como instrumentos de cidadania.

Geração de receita

Para dar organização e praticidade à Comercialização, será elaborada uma Campanha de Divulgação dos produtos fabricados. A Campanha de Mobilização do Mercado estará voltada para duas ações fundamentais: a criação de uma Representação Comercial apoiada pelo uso da Publicidade, mídia impressa e ‘online’, com diversos materiais publicitários, para dialogar e convencer o público-alvo (compradores das redes de lojas e consumidores em lojas físicas) a comprar e divulgar os produtos da Cadeia Produtiva da Economia Indígena e a venda direta dos produtos em Loja Virtual (recursos do Fundo Amazônia-BNDES). Serão impressos uma série de materiais publicitários (flyer, folder, cartaz, folheto, banner e cartão de visita), com o objetivo de contribuir com a formação de um público consumidor e a representação comercial, junto ao comércio varejista. Para dar sustentabilidade à comunicação e atender as demandas de confiabilidade do público, será criada uma Plataforma Digital para a transmissão de conhecimentos sobre a importância da preservação da Amazônia e do respeito aos povos indígenas, oferecendo suporte à Campanha de Mobilização do Mercado e à formação de uma opinião pública mais consciente das suas responsabilidades.

Tempo de implementação do projeto

acima de 18 meses

Nenhum item disponível.

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Status do projeto

Não enquadrado

TRL antes de se tornar projeto prioritário

Informação da Instituição
FUEA - Fundação Universitas de Estudos Amazônicos