Início » Na biodiversidade amazônica encerra-se uma quantidade significativa de espécies que podem apresentar substâncias com interesse de mercado o que pode de forma positiva impulsionar o desenvolvimento da região a busca dos consumidores por insumos e produtos cada vez mais naturais. A crescente área por produtos de origem vegetal tem impulsionado o mercado na busca por novas matérias primas que supram esta demanda. Nesse sentido as microalgas assumem papel notório uma vez que podem ser fontes de proteínas, pigmentos e compostos bioativos de interesse. Também vale ressaltar que a obtenção e produção dessa, tem mínimo impacto no meio ambiente, auxiliando no crédito de carbono e apresentando alto valor agregado de mercado. Logo a bioprospecção de microalgas amazônicas como fonte de biomassa rica em compostos de interesse comercial, apresenta-se como uma alternativa extremamente interessante para o desenvolvimento da região com grande demanda de mercado seja ele nacional ou internacional. O alto teor de proteínas de várias espécies de microalgas é uma das principais razões para considerá-las como uma fonte não convencional de proteína e como suas células são capazes de sintetizar todos os aminoácidos elas podem fornecer os elementos essenciais para humanos e animais. No quadro de proteínas alternativas as microalgas vêm ganhando força devido a sua alta quantidade proteica em torno de 70% sendo uma ótima fonte de insumos para a indústria vegana e ou de produtos naturais. A proposta tem por objetivo a bioprospecção de microalgas amazônicas de interesse comercial além da produção e obtenção de proteína e pigmentos a partir de microalgas já comercializadas como spirulina e chlorella, utilizando como fonte de cultivo subprodutos de origem do processamento de frutas amazônicas.