Início » Introdução: O projeto Potencial Biotecnológico de Ochroma pyramidale (Cav. ex Lam.) Urb. (Malvaceae) Como Substituto do Mercúrio na Mineração de Ouro visa abordar desafios ambientais e socioeconômicos significativos associados à mineração artesanal de ouro na região amazônica. Historicamente, o uso do mercúrio na extração de ouro tem levado à contaminação ambiental e à exposição humana a níveis tóxicos de mercúrio, especialmente em comunidades ribeirinhas. A necessidade urgente de alternativas sustentáveis é reforçada pelo aumento do preço do ouro e pela pressão sobre os recursos naturais, exacerbada pelas práticas de mineração insustentáveis.Problema: A exploração de ouro na Amazônia, particularmente nas áreas do médio Rio Madeira, tem sido marcada pelo uso intensivo de mercúrio, resultando em consequências ambientais e de saúde pública devastadoras. O mercúrio utilizado na amalgamação do ouro não só contamina os ecossistemas aquáticos, resultando em bioacumulação e biomagnificação ao longo da cadeia alimentar, mas também expõe as populações locais a riscos significativos de saúde. Além disso, as práticas atuais de mineração artesanal são insustentáveis, contribuindo para o desmatamento, a perda de biodiversidade e o comprometimento da integridade ecológica da região.Objetivo: O principal objetivo deste projeto é avaliar o potencial biotecnológico da espécie Ochroma pyramidale como uma alternativa ao uso do mercúrio na mineração de ouro, visando reduzir os impactos ambientais e promover práticas sustentáveis na região. Além disso, o projeto pretende descrever a composição química das folhas de Ochroma pyramidale, analisar os efeitos de seus extratos e substâncias isoladas na separação do ouro, e desenvolver ações de educação ambiental junto às comunidades afetadas. Por fim, visa-se também criar viveiros nas comunidades para o cultivo de mudas de Ochroma pyramidale, promovendo a recuperação de áreas degradadas e contribuindo para a sustentabilidade socioeconômica das populações locais.