Produção em escala de proteína isolada plant-based de alto valor agregado a partir dos resíduos da Castanha-do-Brasil

Sobre o Projeto

Nossa proteína é desenvolvida para melhorar a qualidade, a textura e o sabor dos alimentos, proporcionando uma vantagem competitiva para nossos clientes no mercado.

Problema que quer resolver

O projeto prioritário visa resolver um problema significativo no mercado de proteínas vegetais: a falta de alternativas nacionais e diversificadas à soja, que atualmente domina o mercado. Embora a soja seja uma fonte rica de proteínas, ela não é a única opção viável e possui limitações quanto à biodiversidade e ao impacto ambiental. A nossa solução é o desenvolvimento de uma nova proteína vegetal nacional, rica em metionina, um aminoácido essencial que é frequentemente deficiente em outras fontes vegetais como leguminosas, incluindo soja e ervilha. Este novo produto será obtido a partir de resíduos da cadeia produtiva, abordando um problema ambiental ao transformar resíduos em uma fonte valiosa de proteína. Ao utilizar resíduos, o projeto também contribui para a redução do desperdício e promove uma economia circular. Além disso, a nossa proteína vegetal se destacará por seu sabor e aroma mais agradáveis em comparação com outras proteínas vegetais, que muitas vezes têm características sensoriais menos atraentes. Esse aspecto é crucial para a aceitação do consumidor e a integração bem-sucedida em produtos alimentícios variados. Além disso, a nova proteína será formulada sem subprodutos salinos, o que garantirá um perfil de sabor mais neutro. Portanto, ao oferecer uma proteína vegetal nacional, rica em metionina e com características sensoriais aprimoradas, o projeto busca preencher lacunas no mercado, diversificar a oferta de proteínas vegetais e promover práticas sustentáveis e eficientes na produção de alimentos.

Solução apresentada

Para resolver o problema identificado no mercado de proteínas vegetais, nosso projeto adotará uma abordagem inovadora e sustentável. Pretendemos formar parcerias estratégicas com cooperativas para garantir o acesso a matérias-primas de qualidade e promover a integração com a cadeia produtiva local. Utilizaremos a torta, resíduo da extração de óleo, e a própria castanha, quando necessário, para desenvolver uma nova proteína vegetal rica em metionina e com características sensoriais superiores. O processo de produção envolverá a transformação desses resíduos em uma proteína vegetal de alta qualidade. Utilizando técnicas avançadas, aplicaremos a nanofiltração para remover o resíduo salgado presente, o que eliminará o sabor residual frequentemente associado a proteínas vegetais. Este processo melhora seu perfil sensorial, tornando-a mais aceitável e atraente para os consumidores. A nanofiltração é uma tecnologia eficiente que permite a separação de componentes indesejáveis, garantindo que a proteína final tenha um sabor neutro e uma textura desejável. Com isso, o projeto não só oferece uma solução nutricionalmente rica e sustentável, mas também atende à demanda por proteínas vegetais de alta qualidade com menos impacto ambiental. Ao utilizar resíduos e adotar práticas de processamento avançadas, buscamos criar uma proteína vegetal que complementará outras fontes, atendendo às necessidades do mercado e promovendo uma economia circular.

Geração de receita

O projeto da Mangute está estrategicamente posicionado para se conectar de forma eficaz com o mercado de proteínas vegetais, aproveitando um modelo de negócios B2B focado em indústrias de alimentos que comercializam produtos plant-based. A Mangute já firmou contrato com uma grande marca para a validação do produto, o que assegura uma operação comercial inicial significativa, garantindo um acesso sólido ao mercado e uma base de clientes robusta. O mercado global de proteínas plant-based está projetado para atingir US$ 161,9 bilhões até 2030, refletindo uma crescente demanda por alternativas vegetais no setor alimentício. Em paralelo, a produção global de castanha-do-brasil é de 83 mil toneladas, com o Brasil respondendo por 40% dessa produção. Com um rendimento estimado de 14% e um preço de comercialização de R$ 130,00 por tonelada, o mercado atual pode gerar um faturamento de aproximadamente US$ 0,3 bilhões. Com a Mangute, a previsão é atingir uma produção de 72 mil kg/ano até 2030, aproveitando o rendimento de 14% da castanha-do-brasil. Isso permitiria um faturamento próximo de US$ 10 milhões, demonstrando o potencial escalável do projeto. A combinação de contrato com grande marca, um mercado em expansão e a utilização eficiente de subprodutos posiciona a Mangute para uma entrada impactante e crescente no mercado de proteínas plant-based, atendendo a uma demanda crescente e ampliando continuamente sua presença no setor.

Tempo de implementação do projeto

acima de 18 meses

Nenhum item disponível.

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Status do projeto

Aprovado

TRL antes de se tornar projeto prioritário

Informação da Instituição
Mangute Ingredients