Biotecnologia 4.0: Biofábrica de Plantas In Vitro
Sobre o Projeto
A biofabricação de plantas é hoje uma realidade bastante comum na agroindústria brasileira, principalmente para plantas ornamentais e herbáceas. Entretanto, notamos a ausência de maiores estudos para propagação in vitro de espécies medicinais e florestais com elevado valor econômico, a exemplo do Pau-rosa (Aniba rosaoedora), Pau-ferro Libidibia ferrea) Copaíba (Copaifera multijuga), Sucuuba (Himathantus sucuuba). A aplicação da biotecnologia vegetal destas espécies possibilitará a produção de mudas clonadas em larga escala, fato que se constitui como aspecto inovador desta proposta.
Problema que quer resolver
Na região amazônica, a produção de espécies agroflorestais de valor econômico como pau-rosa, copaíba, sucuuba e jucá têm importante papel na economia regional, uma vez que estas culturas se apresentam com uns dos produtos mais relevantes para agroindústria, com alto potencial de mercado, e pela geração de emprego e renda para as populações locais. Hoje existe uma demanda na região amazônica cerca de 50 mil/ano mudas de boa qualidade genética e livre de patógenos. O aumento da oferta e a demanda de mudas sadias e uniformes, traz novas oportunidades de negócios para a região norte principalmente para o Amazonas. Cabe destacar que observou um aumento considerável da produção de mudas utilizando-se técnicas de manejo e/ou convencionais. Embora o aumento da produção nos últimos anos no Estado ainda não é suficiente para resolver e/ou minimizar o problema do abastecimento dos pequenos produtores e gerando, consequentemente, perdas para a economia.
Solução apresentada
Frente a esta realidade, verifica-se que a implantação de novas técnicas biotecnológicas que possibilitem um aumento na oferta de mudas pode trazer produtividade e competitividade aos produtores locais. Dentre essas novas tecnologias a biofabricação de mudas utilizando a cultura de tecidos vegetais através de protocolos eficientes para regeneração in vitro, mas especificamente, a Micropropagação em Biorreatores em larga escala, é a que se pretende utilizar. Esta tecnologia tem sido aplicada com sucesso no aumento da produtividade em vários estados e/ou países. Os sistemas de biorreatores em geral é uma opção fortemente considerada quando se deseja aumentar a taxa de multiplicação, bem como diminuir o custo da produção. Esta é uma tendência tecnológica que pode e deve ser inicializada no Estado do Amazonas. Destaca-se que, os biorreatores não só diminuem o custo das plantas biofabricadas como também resultam na produção de mudas de qualidades superior quando comparado a outros métodos.
Geração de receita
Nosso modelo de negócios abrange diversas estratégias, incluindo B2B, B2C e B2G. Os principais clientes que vão adquirir o produto são: agricultores e/ou produtores regionais, empresas privadas e órgãos governamentais e não governamentais. A principal forma de cobrança será através de contrato de venda, e o valor pago pelos clientes dependerá da demanda do mercado.
Portanto, a geração deste empreendimento de base biotecnológica a partir da venda dos produtos de boa qualidade favorecerá os setores econômicos estratégicos do estado do Amazonas.
Estima-se que o preço inicial seja de R$ 3,50, mas este valor estará sujeito à variação, conforme as regras de oferta e procura do mercado. Do ponto de vista do mercado pretende-se vender em torno de 50 mudas/ano para cada espécie de interesse medicinal e florestal. Para assegurar a saúde financeira deste empreendimento serão adotadas medidas estratégicas tais como: controlar gastos, investir, inovar e buscar parcerias viabilizando a segurança do produto proposto e as tecnologias envolvidas. Estimamos que a partir dos três anos será possível que o empreendimento seja lucrativo, atingindo o ponto de equilíbrio e as tendências de mercado. Não há risco ambiental, pois as etapas de produção não serão utilizados materiais que possam ser prejudicais ao meio ambiente.
Tempo de implementação do projeto
18 meses
Nenhum item disponível.
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Status do projeto
Aprovado
TRL antes de se tornar projeto prioritário