Uma Escola Parque Tecnológica Social com um conjunto de ações educacionais, de formação e capacitação da juventude indígena, articuladas com a prática da Pesquisa e da Documentação, criando as condições adequadas para o incentivo à inovação na Área da Tecnologia da Informação para estimular o relacionamento entre as Comunidades Indígenas e Instituições de Pesquisa e Ensino.

Problema que quer resolver

O propósito do planejamento é dar suporte às comunidades beneficiadas, criando as condições adequadas para o incentivo à inovação na Área da Tecnologia da Informação, com uma série de Oficinas de Formação e Capacitação da juventude indígena, estimulando o relacionamento entre as Comunidades Indígenas e Instituições de Ensino e Pesquisa, Empresas e Escolas Públicas e Privadas para difundir ao grande público as causas determinantes da devastação da Amazônia e assim ampliar a discussão pela sua preservação, pelo respeito à cultura indígena e o desenvolvimento humano através da realização de projetos sociais e ambientais viáveis. Pretendemos estimular o crescimento da Economia Indígena Sustentável nas cinco (5) comunidades selecionadas para participar da Escola Parque Tecnológica Social do Amazonas, elaborando projetos de bioeconomia a partir das suas características socioeconômicas e apresentá-los ao Fundo Amazônia-BNDES para gerar trabalho e renda.

Solução apresentada

A ideia é criar uma Rede de Parcerias que se estenda por todo o Brasil, em especial nas Capitais da Amazônia Legal, e no Rio de Janeiro, em particular, com a elaboração de uma Campanha de Solidariedade, de forma digital, convocando universidades, escolas públicas e particulares, empresas, instituições, artistas e personalidades que possam colaborar para o aumento da conscientização ambiental e para o consumo responsável, tendo a compreensão de que o meio ambiente é finito e as consequências da sua destruição irão acabar por demolir todos os sistemas de suporte de vida, se não houver uma reação imediata da sociedade. O objetivo do projeto é o estabelecimento da construção de Unidades Fabris em cada uma das comunidades selecionadas para o processamento de uma série de produtos criteriosamente selecionados e a organização de uma representação comercial no Rio de Janeiro que seja empreendedora de soluções digitais e presenciais, tendo a comunicação como uma ferramenta importante para estabelecer a integração das relações institucionais das comunidades com uma rede de clientes em circuitos de interesses específicos. A ideia abrange a participação direta das comunidades indígenas e dos jovens que nelas habitam com o processo de inclusão social inspirado na Transformação Digital e na Educação como forma de integração. A Escola Parque Tecnológica Social do Amazonas pretende influir para essa mobilização, incentivando a Formação e a Capacitação da juventude indígena nas comunidades contempladas para que ela possa se tornar o agente mobilizador, através das ferramentas que serão disponibilizadas (tecnologia da informação) e da difusão da realidade da Amazônia para a sociedade brasileira. Consideramos que a sobrevivência da Amazônia depende de toda a sociedade. AGORA. E ter consciência ambiental requer o consumo de informações, incluindo o consumo responsável dos produtos de uma Economia Verde.

Tipo e justificativa da inovação

Criar um ambiente privilegiado para uma ‘Comunicação Contextualizada’, utilizando uma Tecnologia de Qualidade com a criação de um Departamento de Pesquisa e Documentação sobre a história das comunidades contempladas, seus conflitos, suas demandas e seu potencial para a produtividade agrícola difusor de Informações Estruturantes para trabalhar intensamente o fortalecimento das comunidades indígenas, contribuindo para o melhoramento de atividades sociais, econômicas e culturais, que sirvam à formação e à capacitação técnica e intelectual da juventude indígena, para o estabelecimento de uma cultura empreendedora em suas comunidades e a estruturação de negócios inovadores, que se torne um Centro de Referência da Informação sobre o Desenvolvimento Humano no Estado do Amazonas, procedendo com a elaboração e a organização do trabalho nas comunidades selecionadas. O desmatamento na Amazônia alcançou índices recordes nos últimos anos, desde o início do monitoramento oficial em 2015. Essa é uma herança antiga provocada pela cultura “exclusivista” da nossa moderna sociedade industrial capitalista, cujo referencial é o consumo inconsciente e a exploração não-sustentável dos recursos naturais. Uma discussão que está marcada por meio século de contradições e de luta. O desmatamento é um problema grave que ameaça a biodiversidade de um dos principais biomas do mundo e a sua própria sobrevivência. O aumento das taxas em larga escala é uma realidade que preocupa toda a comunidade internacional. E é um problema social que denuncia o esbulho das comunidades tradicionais indígenas, ribeirinhas, seringueiras, extrativistas e outros povos habitantes da maior floresta do planeta. Várias causas têm determinado a destruição da Amazônia, desde a década de 1970: a construção de grandes obras, de estradas enormes, a migração desordenada, a grilagem de terras, o avanço da fronteira agrícola, a agropecuária desmedida, a extração de madeira não controlada, o garimpo ilegal, entre outras atividades depredadoras. O crescimento assustador das queimadas acompanha as taxas de desmatamento. São imensas áreas de árvores centenárias, derrubadas ao chão, consideradas um empecilho ao desenvolvimento, transformadas em entulho, sem nenhum valor, nas quais o fogo acaba por determinar a devastação. Aquele cosmos de vida, com todas aquelas maravilhosas espécies de interação multifacetadas e, ciberneticamente, mais complicada do que tudo que a moderna técnica já conseguiu criar, para o devastador é simplesmente lixo. Os maiores índices de desmatamento ocorreram entre 1995 e 2004, quando cerca de 30 mil Km2 de área nativa tiveram sua cobertura vegetal destruída. A década de 90 ficou conhecida como uma oscilação nas taxas de desmatamento. E o período que se estende de 2004 a 2015 foi marcado pela queda geral dos índices de desmatamento. O Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), de 2002, foi um dos principais responsáveis por essa queda. Mas, a partir de 2017, o desmatamento voltou a crescer e ameaçar as formas de vida na Amazônia, o que provocou uma atenção especial das comunidades nacional e internacional para o assunto. A flexibilização das leis ambientais é uma das principais causas para o aumento das taxas de desmatamento. O desequilíbrio ambiental, a perda de biodiversidade e a intensificação das mudanças climáticas são algumas das consequências do desmatamento na Amazônia. Consideramos que a falta de informação sobre a destruição da floresta amazônica é também um fator que concorre negativamente para a conservação do bioma. A falta de veículos de comunicação na região abre espaço para a desinformação sobre a realidade socioeconômica da Amazônia. Apesar do problema de a conservação do bioma ser enorme e toda a extensão da Amazônia Legal abriga cerca de 440 mil indígenas, entre mais de 180 povos, além de vários grupos isolados, que ocupam uma área de cerca de 110 milhões de hectares, que compreende um total de 1.086.950 Km2, ou 21,7% do território amazônico, com 414 Terras Indígenas, não há uma cobertura mínima sobre os problemas e as demandas dessa população referentes à realidade ambiental que engloba a região. Consideramos a importância de influir nessa realidade de algum modo. Para tanto, a FUEA apresenta uma alternativa criativa para inferferir na maneira de se produzir um Plano de Comunicação com informações de qualidade sobre o desenvolvimento humano e sustentável na Amazônia Legal. Acreditamos na elaboração de um projeto que venha investir na construção de uma Rede de Parcerias significativa e representativa de toda a região, convidando as Universidades Federais, os ITCs e as comunidades indígenas organizadas a integrarem a Escola Parque Tecnológica Social do Amazonas como uma alternativa para influenciar na formação de uma ‘opinião pública’ mais poderosa no sentido de empreender para uma mudança profunda na sociedade e conter os fatores que provocam a devastação da Amazônia.

Geração de receita

Atento ao poder de união que as comunidades indígenas irradiam, a FUEA vem propor a integração da produção e comercialização dos produtos da Cadeia Produtiva da Economia Indígena Sustentável à criação de uma Escola Parque Tecnológica Social da Informação para que se possa estruturar um conjunto de atividades de Pesquisa e Documentação destinadas a produzir uma Comunicação Contextualizada sobre a situação socioambiental da Amazônia e que reflita na formação de uma ‘opinião pública’ interessada pelo consumo responsável dos produtos da Economia Ambiental. Propagar, em larga escala e para um público selecionado, a importância do Patrimônio Cultural dos Povos Indígenas, contribuindo com a manutenção da biodiversidade e a viabilidade do desenvolvimento sustentável, como um projeto indispensável à transmissão de valores e conhecimentos pela preservação da cultura indígena, tendo o Estado do Amazonas como o ponto de partida. Produzir uma Campanha de Solidariedade de difusão e disseminação dos problemas socioeconômicos das comunidades indígenas, influindo na descoberta de soluções válidas para resolvê-los, desenvolvendo uma estratégia que visa o crescimento da Economia Indígena Sustentável no Estado do Amazonas dentro de uma base em que as comunidades indígenas já atuam, será um passo de suma importância para contribuir com o desenvolvimento equilibrado da região. A Escola Parque Tecnológica Social do Amazonas torna-se assim uma ferramenta importante para a realização de uma Campanha que desperte o interesse do público em participar de uma Rede de Consciência pela preservação da floresta, pelo consumo responsável, com a participação direta das comunidades indígenas interagindo com o público consumidor.

Tempo de implementação do projeto

24 meses

Cadeia produtiva amazônica

  • Açaí
  • Bananas
  • Castanhas
  • Cupuaçu
  • Guaraná
  • Pesca sustentável (Manejo)

Eixos temáticos no PPBio

  • VI - Negócios de impacto social e ambiental

Status do projeto

Não enquadrado

TRL antes de se tornar projeto prioritário

TRL 5 - Validação em ambiente relevante

TRL na finalização do projeto prioritário

TRL 6 - Tecnologia desenvolvida em ambiente relevante, fase de testes para alcançar escala
Captação
Valor de investimento:
Acima de R$ 3.000.000,00

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Informação da Instituição
FUEA - FUNDAÇÃO UNIVERSITAS DE ESTUDOS AMAZÔNICOS