Introdução: A crescente demanda internacional por fontes de energia e o apelo urgente para reduzir as emissões de gases de efeito estufa têm direcionado o foco para a busca de fontes renováveis de combustível. Nesse sentido, uma das alternativas mais promissoras aos combustíveis fósseis é o biocombustível. O caroço de açaí das espécies Euterpe precatória e Euterpe oleracea se destaca como uma das principais fontes energéticas em abundância, principalmente na região Amazônica. A produção de biocombustível a partir dessa fonte não apenas pode possibilitar o desenvolvimento sustentável, mas também proporcionar economia à população local e agregação de valor aos recursos naturais da Amazônia. Problema: Atualmente, os combustíveis usados na aviação vêm de fontes não renováveis, sobretudo o querosene de aviação, que contribui para a poluição ambiental e o aquecimento global. A queima desses combustíveis fósseis produz uma quantidade significativa de dióxido de carbono (CO₂) e outros poluentes, reduzindo a qualidade do ar e acelerando as mudanças climáticas. Isso ocorre porque o processo de extração e produção de combustíveis fósseis devasta o meio ambiente. Além disso, a cadeia produtiva do açaí gera grandes quantidades de resíduos agroindustriais, como os caroços, cujo descarte inadequado está associado a impactos ambientais locais. Esse é um dos principais motivos que tornam essencial encontrar alternativas renováveis e sustentáveis ao combustível à base de petróleo em aviões, uma necessidade para reduzir os impactos ambientais e garantir a sustentabilidade da região. Objetivo: O projeto visa investigar o potencial da produção sustentável de biocombustível a partir do óleo vegetal de açaí, como uma alternativa renovável para o combustível de aviação. Para alcançar essa meta, o projeto pretende investigar as melhores técnicas para a produção de bioquerosene, realizar a extração do óleo de açaí e identificar o melhor catalisador catalisador que promova a reação de conversão do óleo de açaí em bioquerosene e os parâmetros ideais de processo para a conversão eficiente em bioquerosene. Além disso, o projeto incluirá a comparação de diferentes rotas de processamento, como transesterificação e hidrocraqueamento, e desenvolverá materiais didáticos e treinamentos para capacitar produtores e técnicos para a disseminação do conhecimento sobre a cadeia produtiva do açaí e das tecnologias geradas.
Problema que quer resolver
A aviação representa uma das maiores emissões globais de gases de efeito estufa, cerca de 2-3%, acelerando o aquecimento global. No Brasil, o uso de aproximadamente 6,8 bilhões de litros de querosene de aviação anualmente gera uma enorme quantidade de CO₂, reforçando a dependência de combustíveis fósseis e agravando os desafios climáticos. Além disso, a produção de açaí na Amazônia gera grandes quantidades de resíduos, principalmente caroços, que são frequentemente descartados de maneira inadequada, resultando em impactos ambientais negativos. O descarte desses resíduos polui o solo e a água, além de contribuir para problemas de saúde pública ao favorecer a proliferação de doenças transmitidas por vetores. Diante desse cenário, o desenvolvimento de biocombustível do óleo extraído do caroço de açaí, surge como uma solução promissora. Além de oferecer uma alternativa sustentável para a aviação, essa abordagem valoriza a cadeia produtiva do açaí, transformando um passivo ambiental em um ativo econômico para a Amazônia. Essa estratégia não apenas contribui para o desenvolvimento econômico sustentável da região amazônica, mas também ajuda a mitigar os problemas ambientais associados ao descarte inadequado dos caroços de açaí, promovendo práticas de economia circular. Por isso, este pode ser uma alternativa para a redução das emissões de gases de efeito estufa, promovendo a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico na Amazônia.
Solução apresentada
A solução proposta envolve o desenvolvimento de biocombustível derivados do óleo vegetal extraído do caroço de açaí, especificamente das espécies Euterpe precatória e Euterpe oleracea. Este biocombustível visa substituir os combustíveis fósseis utilizados por aviões, reduzindo assim a emissão de poluentes atmosféricos e a pegada de carbono. Esta solução combina a extração eficiente de óleo vegetal utilizando processos de conversão catalítica avançados, como a transesterificação e o hidrocraqueamento térmico, para transformar o óleo de açaí em biocombustível de alta qualidade. Esta abordagem não só utiliza uma matéria-prima renovável e abundante, mas também se aproveita do subproduto do açaí, os caroços, que são amplamente descartados na região Norte do Brasil. A implementação deste projeto pode minizar o problema da emissão de gases de efeito estufa gerados pelos aviões, ao oferecer um combustível alternativo com menor impacto ambiental. Além disso, ao transformar os resíduos agroindustriais do açaí em um recurso valioso, o projeto contribui para a gestão sustentável de resíduos e redução da poluição local, promovendo o desenvolvimento econômico regional e a sustentabilidade.
Geração de receita
O projeto se conecta ao mercado por meio de parcerias estratégicas com indústrias de biocombustíveis, produtores de açaí, empresas aéreas, refinarias e instituições de pesquisa, promovendo a transferência e aplicação da tecnologia de conversão do óleo de açaí em bioquerosene. A comercialização do bioquerosene poderá atender à crescente demanda das companhias aéreas por alternativas sustentáveis, em um cenário onde a descarbonização e o cumprimento de regulamentações ambientais são cada vez mais exigidos. Os clientes potenciais incluem companhias aéreas e empresas que buscam soluções de créditos de carbono, enquanto os produtores de açaí e cooperativas locais serão diretamente beneficiados ao agregarem valor aos resíduos agroindustriais. A aderência no mercado pode ser favorecida pelas políticas ambientais e pelos incentivos fiscais voltados à redução das emissões de carbono, tornando essa alternativa altamente atrativa para empresas que desejam aprimorar sua sustentabilidade. Com grande potencial de escalabilidade, a tecnologia desenvolvida poderá ser adaptada a outras regiões e tipos de biomassa, aproveitando tanto a abundância de matéria-prima quanto a infraestrutura de produção de açaí no Brasil. Dessa forma, o projeto não apenas amplia as oportunidades no setor de bioenergia sustentável, mas também fortalece a economia circular e incentiva práticas ambientalmente responsáveis na Amazônia.
Tempo de implementação do projeto
18 meses
Nenhum item disponível.
Nenhum item disponível.
Status do projeto
Aprovado
TRL antes de se tornar projeto prioritário